Como a Pompeia cultuava o Deus do vinho em segredo
Uma recente descoberta no Parque Arqueológico de Pompeia revelou uma sala de afrescos que ilustra rituais secretos em honra a Dionísio, o deus grego do vinho. Esses afrescos, datados de 40 ou 30 a.C., foram encontrados em uma sala de banquetes de uma residência no centro da cidade.

As pinturas, executadas em tamanho real, retratam uma procissão dionisíaca com mênades — seguidoras femininas de Dionísio — e sátiros, criaturas metade homem, metade bode. As mênades são mostradas tanto como dançarinas quanto como caçadoras carregando cabras abatidas e brandindo espadas, enquanto os sátiros tocam flautas e realizam sacrifícios de vinho. No centro da composição, uma mulher segura uma tocha, possivelmente representando uma iniciada nos mistérios dionisíacos.
Esses rituais, conhecidos como bacanais, eram celebrações religiosas secretas que prometiam experiências místicas e transformadoras aos participantes. Devido ao seu caráter considerado imoral, o Senado Romano proibiu tais práticas em 186 a.C. No entanto, evidências sugerem que essas cerimônias continuaram a ocorrer, especialmente no sul da Itália.
A descoberta desses afrescos oferece uma visão aprofundada sobre os cultos dionisíacos e destaca a importância do vinho na cultura e religião da Roma Antiga. Para os apreciadores de vinho e história, Pompeia continua a ser um testemunho fascinante das tradições enológicas e dos rituais associados ao deus do vinho.